Minhas emoções afloram com a música.Para acompanhar meus pensamentos coloquei um vídeo do Chico logo abaixo e aí a Roda Viva me inspirou:"tem dia que a gente se sente como quem partiu ou morreu..."
Dizia o Benjamin, (meu querido terapeuta, uma hora falo dele)que eu tenho um lado meio cínico, e ele, claro, detectava na hora quando eu chegava assim ao seu consultório,e pedia que eu tirasse essa máscara. Uma das muitas que tenho. Não, não sou dissimulada, o que sinto aparece na minha face sem retoques...me lembro de uma vez que ele (B)fez um exercício(?)de dizer que máscara de emoção eu achava que me cabia mais, e eu, sem titubear, disse: a da dor. Acho que passei depois disto, muito tempo sem que ela me coubesse. Agora tenho sentido que ela voltou, porque não é só uma máscara, é todo um sentimento. É uma dor real e imensa que faz parte da dualidade humana que acredito, todos tem, uma hora sou alegre e outras triste. Fiz este blog, porque o pudor me impede de escrever um livro como fez a Maitê Proença por exemplo.Ela usou a terceira pessoa para contar sua história de vida, eu preciso falar tudo, mas, tenho medo de magoar pessoas queridas com meus relatos, então ,fica o dito por não dito(como diz o Chico na canção), só para algumas pessoas as quais peço que quando eu morrer, enviem para alguns escolhidos, como meus filhos por exemplo. Aí lembro do belo filme "As pontes de Madison" e peço a eles que leiam tudo com muita benevolência. Sim, porque me despirei e direi por exemplo que o pai deles foi um grande engano na minha vida. Uma fuga, um jovem corajoso que topou casar comigo e me livrar da minha casa. Teve seu mérito claro. Mas, não o meu amor, isto foi um engano que só a idade nos faz cometer. Sim, porque eu também não fui amada por ele, o que nos uniu foi o desejo. Os hormonios a flor da pele. Isso durou 9 anos...Antes dele teve o Francisco José...
28 de jun. de 2011
23 de jun. de 2011
O começo de tudo- número 1
Tenho uma amiga que usa uma expressão que eu gosto: Blindada...uma figura de linguagem que atualmente me serve por completo. Não sonho mais, não amo mais, não rio mais e não choro mais. Me sinto seca. Pareço uma árvore que foi frondosa, grande ,forte, que deu muitos frutos, deu muita sombra onde as pessoas podiam se refrescar, buscar refúgio, segurança, matar a fome e que depois de anos de doação (e penso que isto não tem nada a ver com a idade madura)cansou, começou a se esgotar e a rarear suas sementes.Sou especial, me sinto especial,lutei a vida toda por isto. Me sinto vitoriosa por um lado, afinal sou de uma geração histórica de mulheres que optaram ou por serem "mulherzinhas" seguindo as instruções dos maridos ou foram a luta por esta liberdade total que tenho hoje, mas, que teve um preço...Não puderam me comprar por nenhum valor em "espécie" mas em compensação também tiveram mêdo de comprar a mim com afeto. Isto é, os poucos homens que eu quis, optaram por me deixar, é, isto mesmo...me abandonaram. E todos eles doem até hoje.
Tenho horror do papel de coitadinha, e ,isto começou na infância. Aos quase seis anos eu perdi minha mãe, mãe que eu sei por relatos, muito amorosa e dedicada e que eu deletei das minhas lembranças, certamente um bloqueio necessário para uma criança deste tamanho continuar vivendo.Então, a frase que mais ouvia era "tadinha, ela não tem mãe", então eu tive que virar não sei bem o quê para sobreviver...acredito mesmo que os pais são dispensáveis, mas não as mães!e digo isto com toda a propriedade, por ter sido orfã e por ter criado 3 filhos sem a presença do pai deles.
Tenho horror do papel de coitadinha, e ,isto começou na infância. Aos quase seis anos eu perdi minha mãe, mãe que eu sei por relatos, muito amorosa e dedicada e que eu deletei das minhas lembranças, certamente um bloqueio necessário para uma criança deste tamanho continuar vivendo.Então, a frase que mais ouvia era "tadinha, ela não tem mãe", então eu tive que virar não sei bem o quê para sobreviver...acredito mesmo que os pais são dispensáveis, mas não as mães!e digo isto com toda a propriedade, por ter sido orfã e por ter criado 3 filhos sem a presença do pai deles.
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