7 de jan. de 2012

Parte 13- QUANTO TEMPO!!!

Pôxa, quanto tempo já se passou desde a última vez que tive coragem de vir aqui. É, precisa coragem, para mexer com os sentimentos, revirar fatos, limpar feridas...não é muito fácil não.Ainda bem que passou o Natal, passou o Ano Novo, datas que atualmente detesto. Eu e muita gente da torcida do flamengo,que também nao gosta.É que a gente é obrigada a fazer revisões de vida, porque são datas ,onde as coisas são colocadas em xeque...no Natal a gente obrigatoriamente fica sabendo quem quer nossa companhia e quem não faz questão...no meu caso isto ficou muito claro desde o ano passado(2010 p/2011) pois o único filho que tenho aqui no Rio, preferiu passar junto com a namorada de um mês de relacionamento do que comigo...fiquei chocada, fui passar o Natal na casa de uma amiga, eu, ela e o namorado dela...mas,quem tem filhos homens tem que se acostumar a engolir estes sapos, eles crescem e não tem mais o dominio da vida deles, quem manda são as mulheres...e tá acabado, decidido.È assim mesmo,o tempo que duram as visitas dependem das utilidades,tipo assim:como eu moro no Rio e dois deles em Belém, se estiverem hospedados aqui, muito que bem...mas, se eu estiver em Belém neste período de festas como acontece no Círio de Nazaré, a visita pode ser curtinha pois terão que ir para a casa da familia da mulher deles, a mãe..kkkk ...disse-me o Mauro: quem mandou só ter filhos homens? é obrigação rápida,social, beijinho e ciao...é uma fase mais ou menos nova que experimento, ainda nao me acostumei muito confesso. Mas, entre ter a visita como obrigação ou prazer, prefiro o prazer por mais curto que seja. Por isto e por outras detesto estas datas. Aliás se eu fosse religiosa, entraria era para o convento das Carmelitas descalças de Sta.Tereza kkk nada mais importaria, vaidades com o peso, com a idade, nada e muito menos as visitas porque teria um motivo real para não existirem. Afinal eu estaria reclusa, mas, não sozinha.Não quero me transformar numa velhinha amarga, quero continuar falando bobagens, gostando de homens e do convívio alegre com pessoas interessantes. Talvez, a responsabilidade deles serem assim seja minha, pois como fui muito solitária a vida inteira, tenha passado este sentimento para eles, sei lá...o certo é que felizmente em 2011 teve a luta do Plebiscito no Pará,para me ocupar o tempo,aí aconteceu como disse o poeta Mário Quintana, quando vi já era seis horas, quando vi já era Natal ,nao deu tempo de entrar em deprê...mas, lá no fundo não deixo de lembrar como era bom quando eles precisavam de mim. Se Benjamin fosse vivo, me diria com certeza: "Nada, tu os criastes bem, eles não são edipianos, nao vivem agarrados na saia da mãe, tu os criastes para o mundo..." só que falando parece fácil, mas viver isso ,necessita de aprendizagem emocional ou dinheiro no bolso, para embarcar todo mundo num avião para um lugar bem atraente e rouba-los de forma inteligente da familia nova....

os netos

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