Minhas emoções afloram com a música.Para acompanhar meus pensamentos coloquei um vídeo do Chico logo abaixo e aí a Roda Viva me inspirou:"tem dia que a gente se sente como quem partiu ou morreu..."
Dizia o Benjamin, (meu querido terapeuta, uma hora falo dele)que eu tenho um lado meio cínico, e ele, claro, detectava na hora quando eu chegava assim ao seu consultório,e pedia que eu tirasse essa máscara. Uma das muitas que tenho. Não, não sou dissimulada, o que sinto aparece na minha face sem retoques...me lembro de uma vez que ele (B)fez um exercício(?)de dizer que máscara de emoção eu achava que me cabia mais, e eu, sem titubear, disse: a da dor. Acho que passei depois disto, muito tempo sem que ela me coubesse. Agora tenho sentido que ela voltou, porque não é só uma máscara, é todo um sentimento. É uma dor real e imensa que faz parte da dualidade humana que acredito, todos tem, uma hora sou alegre e outras triste. Fiz este blog, porque o pudor me impede de escrever um livro como fez a Maitê Proença por exemplo.Ela usou a terceira pessoa para contar sua história de vida, eu preciso falar tudo, mas, tenho medo de magoar pessoas queridas com meus relatos, então ,fica o dito por não dito(como diz o Chico na canção), só para algumas pessoas as quais peço que quando eu morrer, enviem para alguns escolhidos, como meus filhos por exemplo. Aí lembro do belo filme "As pontes de Madison" e peço a eles que leiam tudo com muita benevolência. Sim, porque me despirei e direi por exemplo que o pai deles foi um grande engano na minha vida. Uma fuga, um jovem corajoso que topou casar comigo e me livrar da minha casa. Teve seu mérito claro. Mas, não o meu amor, isto foi um engano que só a idade nos faz cometer. Sim, porque eu também não fui amada por ele, o que nos uniu foi o desejo. Os hormonios a flor da pele. Isso durou 9 anos...Antes dele teve o Francisco José...