29 de jun. de 2011

Juventude- número 3

Ah, como ele era bonito! uma gracinha. Aliás naquela idade (eu tinha 13 anos quando começamos a namorar e ele 17)era tudo que eu queria: rapazes bonitos. Eu fazia que nem o Vinicius de Moraes:"os feios que me perdoem" não tinham vez.E como ele me amou, me amou tão docemente, que eu não quis. Namoramos 4 anos, entre idas e vindas, mais por minha causa, do que dele. Nos intervalos,namorei outros belos rapazes, todos altos, garbosos...meu pai dizia que eu era uma namoradeira, brigava comigo dizendo (expressão da época) que eu parecia uma vassoura, já tinha varrido toda a rua e adjacências...rs..e meu pai era bravo, quem quissesse me namorar tinha que pedir licença a ele. Claro que eu namorei muitos sem que ele soubesse, afinal papai era marítimo e ficava pouco em Belém.O Teco, apelido do F.José, fazia parte da turma da rua que se reunia a noite para conversar até altas horas na varanda da casa vizinha. O Teco me amava para casar, eu era uma espécie de princesa que ele mal ousava tocar, me tratava castamente, logo a mim que ansiava por fogo ardente. Caminho mal escolhido por ele, pois quando surgiu me ex-marido cheio de atrevimentos, nao tive dúvidas, deixei o Francisco José. Até hoje me pergunto como seria ter casado com o Teco. Alimento dentro de mim, um pouco de culpa por ter desprezado tanto amor, ele teria sido um ótimo pai para meus filhos e um marido...???como???não sei. Quem sabe em outra encarnação? o Teco, mudou-se de Belém e segundo ele, por não conseguir morar na mesma cidade que eu, só que agora, casada. Não pensem que escrevo isto com vaidade, muito pelo contrário, escrevo com uma imensa nostalgia e muitas saudades, ele morreu a alguns poucos anos atrás e antes disso, ou melhor dizendo, vinte anos após este rompimento,nos reencontramos aqui no Rio de Janeiro e vivemos alguns poucos meses de felicidade, numa tentiva de resgatar nosso amor da juventude...mas eu não tinha mais 13 anos e nem ele 17 e ele queria muito aquela menina que eu fui...mas a vida tinha girado como na música do Chico e nós não éramos mais os mesmos. Ele estava separado da mulher com quem teve 2 filhos que eram sua paixão e dominado pela culpa e pelo sofrimento de não estar mais com eles, era o inicio de sua agonia e depressão que resultou num câncer prematuro. O primeiro revival foi nos anos 80, mais tarde nos anos 90 tornamos a nos encontrar e mais uma vez tentamos...sem sucesso.Vejo agora que só tive fracassos amorosos, todos, todos fracassados...embora muito amada por alguns homens..fracassei com todos. Ah, como dói!

os netos

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Catedral de Belém

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