16 de jul. de 2011

PARTE 6- e a vida segue

Fazia muitos dias que eu não escrevia aqui.Hoje depois de voltar de uma feijoada com amigos onde ri muito e me diverti, posso encarar de novo a dor.Tenho sentido umas coisas estranhas no meu coração meio morto (pelo enfarto)mas, não sou de muito me impressionar com estas coisas, creio que quando morrermos vamos ser mais felizes e vamos re-encontrar pessoas amadas que se foram antes, nem por isto quero morrer imediatamente, mas na hora que for hora tudo bem. Vou poder pensar que vivi tudo, emoções boas e más. Mas, me atirei nelas de cabeça,e, recorro a poesia de novo:ando devagar porque já tive pressa. Durante 9 anos fiquei casada e dona de casa, insatisfeita com a situação, mas sem perspectivas. Tive 3 filhos do mesmo pai, adoráveis sadios e bonitos.Não os trocaria por nada e não troquei nunca, um dos motivos de minha separação foi exatamente pelo pai deles não ser um pai legal.Temperamento eu acho, afetuosidade nunca foi o forte "dele". Muito menos comigo que sempre tive um temperamento forte e opiniões próprias, brigávamos sempre ,discutíamos sempre. Claro que a responsabilidade foi minha também, na verdade (inconscientemente) casei para sair de casa.Não nasci para uma vida comum, como sobrevivente que fui, enchi-me de armas e queria ir à guerra, queria o mundo, queria tudo o que pudesse alcançar com meu próprio esforço ou não seria vitoriosa. Para me desarmar era necessário muita doçura, coisa que meu ex-marido não tinha para dar e sendo assim ,não se pode pedir. Fiz algumas tentativas de trabalhar fora e não tinha vontade de estudar. Mas a liberdade de alguém começa pelo sustento e a minha também. Voltei a estudar já com os 3 filhos paridos e por criar. E renasci com o ingresso na faculdade, acho que até hoje não senti sensação maior de alegria do que ver minha aprovação para a graduação no curso, que desde os 12 anos sonhava em fazer: Jornalismo.

os netos

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