3 de jul. de 2011
parte 4- Domingo de manhã
Acredito que durante os últimos dez anos ou mais, não sei precisar, eu telefonei todos os domingos as 8,30hs da manhã para o meu pai, ou em Belém, ou na casa dele de praia em Marudá. Onde eu estivesse, eu não esquecia.Agora tem um ano e pouco que ele se foi. Meu pai, foi uma figura muito interessante, sem completar sequer o curso primário pois foi uma criança muito pobre, leu muito e aprendeu muito. Conseguia conversar sobre qualquer assunto em qualquer roda social com muita elegância. Era um taurino típico, calmo e sedutor. Acho sem falsa modéstia que herdei seu bom humor, além de parecer fisicamente muito mais com ele do que com minha mãe. Seu Dna, foi muito bom, ele morreu aos 84 quase sem rugas e com a musculatura rija.Moreno 'caboclo' que é o moreno indígena, cabelos negros e lisos, olhos escuros, devia ficar (nunca o vi) muito bonito com a farda branca da Marinha Mercante. Minha mãe não resistiu aos seus encantos e ele pelo visto, apesar de mulherengo sempre, não lhe resistiu à doçura e a beleza. Ela era viúva e tinha dois filhos pré-adolescentes do primeiro casamento, meus irmãos Ronaldo e Roberto (já morto) que amavam meu pai, que ao que tudo indica foi um ótimo padrasto.Ele, já era da Marinha Mercante mas continuava pobre, minha mãe, filha de um imigrante sírio era rica, nada os separou. Meu pai, casou-se com Separação Total de bens e ganhou a confiança de meu avô e dos cunhados, com quem sempre se deu bem.Viveram juntos por somente 7 anos e minha mãe morreu. Embora, tivesse tido 3 gestações de gemeos (eu também fui gemea)e uma só gravidez de uma criança, somente eu sobrevivi...isto certamente deve ter algum significado no Universo....
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