11 de set. de 2011

Parte 9- Ainda a Adolescencia...

Pensando bem, tenho de ter cuidados ao escrever aqui. Por que senão vou me sentir uma miserável, é difícil relembrar um período da sua vida que não foi feliz, e ,é mais difícil ainda falar dele sem parecer uma pobrezinha, coitadinha. Ainda bem que ao contrário do Chico Xavier (em sua biografia, está escrito) ninguém mandou-me lamber feridas...desculpem a descrição escatológica. Mas que implicavam comigo, isto é verdade. Eu tinha compridos cabelos louros e bonitos,que minha madrasta não me ajudava a desembaraçar e naquela altura, perguntem às suas mães, não havia condicionadores, então doia muito. Meu pai que passava de um mês a um mês e meio viajando, quando estava em Belém, tentava me ajudar e dizia"mulher para ser bonita , tem que sofrer" referindo-se aos sacrifícios que as mulheres fazem! mas minha falta de sorte não terminava aí, na escola, também as professoras implicavam com meu cabelão comprido e nestes momentos , faça-se justiça, meu pai brigava com as professoras pois era ele que achava lindo meus cabelos...enfim nada de tão grave, mas, que as crianças não esquecem!
O certo é que tive uma infância e uma adolescência difícil e solitária que só era mais divertida um pouco quando ia para a casa de minhas primas, mesmo assim, como todo adolescente, eu sofria de um tédio enorme, meu irmão Roberto tinha um fusquinha (muito chic na época)e nos levava para passear no aeroporto de Val de Cãs para tomar sorvete Chica Bon , iguaria que só vendia lá! era uma festa. E mais o namoro com o Francisco José , acho que eram os únicos momentos mágicos que eu vivia...

os netos

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Catedral de Belém

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