26 de abr. de 2012

Meus desejos

Gostaria aqui de deixar meus desejos finais, e peço aos meus filhos que os cumpram...sob pena de eu voltar para puxar o pé deles..kkkk!
Sempre tive o hábito de não fazer diferença quando eram crianças, o que comprava para um, comprava para os outros dois... portanto este apê que será quitado com a minha morte, deverá ser vendido e dividido até o último centavo igualmente entre os 3. Não gostarei que ninguém abra mão de sua parte em favor do outro. Tudo o que for meu deverá ser vendido: carro, móveis e etc.Os bens pessoais, estes sim poderão ser divididos ou doados...tenho um pequeno seguro que QUERO que seja usado para meu funeral o que sobrar é dos 3 igualmente. Esperem uns 2 dias para minha cremação pois que o espiritismo diz que precisamos nos desligar desta matéria. No geral o corpo costuma ficar numa especie de freezer. Vivi muito bem a minha vida, portanto , saudades serão benvindas, mas, nao revoltas ou destemperos. Suavidade no velório e pensamentos de que os guias iluminados venham me receber. Orações sinceras e não decoradas serão bem aceitas. Avisem todos os meus amigos sinceros e dividam sem alardes minhas cinzas entre a Baía da Guanabara e a Baía do Guajará. Tudo muito simples, uma barca normal Rio- Niteroi e aquele passeio no final da tarde em frente a Belém , escondido dos olhares dos turistas...algumas dividas ficarão certamente, mas, todas elas tem incluída uma taxa de seguro para cobri-las. No mais, só quero e desejo que me façam justiça em todos os atos que cometi em vida....acho que é isto. Ah, estou escrevendo aqui, por nao ter feito um testamento, só isso, pode ser, que eu dure até 90 anos.....

IMPORTANTE DEMAIS!

D. Hilda, agora com quase cem anos, 96 eu acho, tem sua memória afetada pela idade, claro, natural, nada demais, nao fosse ela falar coisas que nao são verdadeiras e que alguns podem pensar que são. Eu, naõ sou do tipo que se importa com estas coisas, sempre vivi minha vida baseada na minha consciência. Se meus atos forem errados ,nao consigo dormir tranquila. Muito diferentemente de muitas pessoas, principalmente as que amam o poder. Por isto, eu que nao vinha há muito tempo aqui neste blog, e nos últimos tempos (recentes) tenho tido receio de morrer , sem repor a verdade que D. Hilda esqueceu ,ou até quem sabe ,nao conhece detalhes. Nas duas últimas vezes que estive em Belém, ela conversando comigo, falou que eu teria traído o meu ex e filho dela e nao foi isto que ocorreu. Não quis desmenti-la para nao causar aborrecimentos ou magoa numa mulher que foi sempre íncrivel! mas, quero deixar muito claro aos meus filhos, quando um dia lerem estas memórias, que em tempo algum traí o pai deles. Pelo contrário, fui traída diversas vezes e passei por aquelas situações de telefonemas misteriosos que não falam nada, maledicencias de pessoas que o viam com outras mulheres, enfim,o casamento estava uma M maiuscula quando resolvemos nos separar. A decisão foi minha sim, todos me conhecem o temperamento destemido e arrojado. Nao tive dúvidas em me separar de uma relação fadada ao insucesso eterno. Medo de viver do meu salario e de uns caraminguados que o ex dava aos filhos?Nunca. Eu  jamais aceitei pensão. Preferia a minha liberdade e paz do que dinheiro e casamento. Sempre fui da luta. Portanto , o Beka só começou a fazer parte da minha vida afetiva, alguns meses após minha separação. É claro, que o meu filho André como todas as crianças e sendo o mais velho, o odiava, meu pai tb não achava que o Beka fosse seu genro ideal. Claro, músico, poeta e sonhador, nao servia para marido de ninguém...rsrsr...então aí fica o registro da verdade. É óbvio que nenhum homem gosta de ser preterido, então d. Hilda sempre comenta (nos últimos tempos) de como o filho reclamou com ela por me apoiar . E quando uma mãe como ela, apoia a nora, é porque sabe do que o filho aprontou. O resto são falhas de memória da qual em nem um momento afetaram minha tranquila consciência.

MUITO MAIS....

7 de jan. de 2012

Parte 13- QUANTO TEMPO!!!

Pôxa, quanto tempo já se passou desde a última vez que tive coragem de vir aqui. É, precisa coragem, para mexer com os sentimentos, revirar fatos, limpar feridas...não é muito fácil não.Ainda bem que passou o Natal, passou o Ano Novo, datas que atualmente detesto. Eu e muita gente da torcida do flamengo,que também nao gosta.É que a gente é obrigada a fazer revisões de vida, porque são datas ,onde as coisas são colocadas em xeque...no Natal a gente obrigatoriamente fica sabendo quem quer nossa companhia e quem não faz questão...no meu caso isto ficou muito claro desde o ano passado(2010 p/2011) pois o único filho que tenho aqui no Rio, preferiu passar junto com a namorada de um mês de relacionamento do que comigo...fiquei chocada, fui passar o Natal na casa de uma amiga, eu, ela e o namorado dela...mas,quem tem filhos homens tem que se acostumar a engolir estes sapos, eles crescem e não tem mais o dominio da vida deles, quem manda são as mulheres...e tá acabado, decidido.È assim mesmo,o tempo que duram as visitas dependem das utilidades,tipo assim:como eu moro no Rio e dois deles em Belém, se estiverem hospedados aqui, muito que bem...mas, se eu estiver em Belém neste período de festas como acontece no Círio de Nazaré, a visita pode ser curtinha pois terão que ir para a casa da familia da mulher deles, a mãe..kkkk ...disse-me o Mauro: quem mandou só ter filhos homens? é obrigação rápida,social, beijinho e ciao...é uma fase mais ou menos nova que experimento, ainda nao me acostumei muito confesso. Mas, entre ter a visita como obrigação ou prazer, prefiro o prazer por mais curto que seja. Por isto e por outras detesto estas datas. Aliás se eu fosse religiosa, entraria era para o convento das Carmelitas descalças de Sta.Tereza kkk nada mais importaria, vaidades com o peso, com a idade, nada e muito menos as visitas porque teria um motivo real para não existirem. Afinal eu estaria reclusa, mas, não sozinha.Não quero me transformar numa velhinha amarga, quero continuar falando bobagens, gostando de homens e do convívio alegre com pessoas interessantes. Talvez, a responsabilidade deles serem assim seja minha, pois como fui muito solitária a vida inteira, tenha passado este sentimento para eles, sei lá...o certo é que felizmente em 2011 teve a luta do Plebiscito no Pará,para me ocupar o tempo,aí aconteceu como disse o poeta Mário Quintana, quando vi já era seis horas, quando vi já era Natal ,nao deu tempo de entrar em deprê...mas, lá no fundo não deixo de lembrar como era bom quando eles precisavam de mim. Se Benjamin fosse vivo, me diria com certeza: "Nada, tu os criastes bem, eles não são edipianos, nao vivem agarrados na saia da mãe, tu os criastes para o mundo..." só que falando parece fácil, mas viver isso ,necessita de aprendizagem emocional ou dinheiro no bolso, para embarcar todo mundo num avião para um lugar bem atraente e rouba-los de forma inteligente da familia nova....

os netos

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