19 de set. de 2011
Parte 11- Show do Roberto Carlos
Ao ver na Tv, o último show do Roberto Carlos, o que ele fez em Jerusalém, voltei mais uma vez ao passado...mas, convenhamos, música é uma coisa que nos remete às lembranças mais alegres ou as mais tristes. Voltei no tempo e lembrei de novo da minha adolescência e das lembranças de que o único amor e afago que eu tinha na época(por volta dos 13,14 15 anos)era mesmo do Francisco José. Quando nos reencontramos 20 anos depois, aqui no Rio de Janeiro para onde ele se mudara e acabou casando com a mulher que engravidou dele (alguns anos depois de nosso rompimento) ele me contou como foi doloroso o período em que terminei o namoro com ele e em seguida casei com meu ex-marido. Ele disse que ia as boates e que quando tocavam músicas como "Detalhes" e algumas dos Beatles, ele ia para o banheiro chorar...gente que remorso eu tenho. Quando a gente amadurece é que entende e valoriza o afeto verdadeiro! Espero que ele esteja muito bem no outro plano de vida para onde partiu há uns 3 anos (estas datas eu deleto)atrás e possa me perdoar. Nunca mais quero magoar alguém que me ame.Mas, eu era jovem e se o Benjamin(meu terapeuta) fosse vivo, iria querer que eu me perdoasse por isso...Minhas desculpas 'Teco'onde tu estiveres saiba do meu arrependimento por te machucar!Vi todo o show com lágrimas nos olhos e o coração apertado lembrando dele, pois todas as músicas antigas do Roberto, fizeram eu relembrar aqueles momentos.Mas, se tem alguma coisa que eu não posso reclamar da vida, é das experiências amorosas que vivi, acredito de verdade, que muita gente passa pela vida sem ser tão amada e eu fui com toda a certeza por 2 homens muito especiais, o Teco e o Beka. Mas, antes de falar do Beka, ainda vou falar dos anos das 'vacas muito magras'...é interessante que meus filhos saibam de todas as dificuldades, faço questão que saibam como cheguei até aqui...
14 de set. de 2011
parte 10- Desfazendo Equívocos
Com a maturidade, o distanciamento (geográfico e emocional)começamos a enxergar melhor os fatos e as atitudes. E, eu começo a querer e pretendo isso, repor as verdades. Sinto que há, e por incrível que pareça, se acentuou com o tempo, as criticas veladas dos filhos (no meu caso, é mais do mais velho) à minha separação e consequente divórcio do pai dele, mas, não duvido que os outros dois, tenham algumas dúvidas. Então por mais que doa, vamos lá. Tentarei ser o máximo possível discreta e gentil com o passado.E justa, que é da maior importância. Quando estive agora recentemente em Belém, a mãe de meu ex, resolveu falar um pouco do passado, e confidenciou-me que o filho jamais entendeu ou aprovou a sua atitude de me apoiar quando de nossa separação (assunto velho, mais de 40 anos). Acontece , que ela, é uma mulher que jamais gostou de julgar as pessoas, já era uma mulher madura quando nos casamos e ao longo dos 9 anos, deve ter percebido que eu precisava de alguém com outro perfil,e , que aquele relacionamento não duraria muito. Com meu temperamento nada dócil eu não ia aceitar as traições. Ele por sua vez,como era jovem , resolveu cair na farra e nos braços da mulherada e na gravidez de meu terceiro filho, eu com um barrigão enorme em casa e ele sambando no carnaval...rsrsr! mas, isto nunca foi o principal, o insuportável era a indiferença que se estabelece entre alguns casais depois de algum tempo, e , nosso casamento estava assim...e tem gente que por comodismo social ou financeiro fica.Mas não eu. Meu filho mais velho não aceitou nunca isto, pois o meu ex fez o que todo marido rejeitado faz...o papel de vítima. Quando ele viu que a separação que eu pedi, era para valer, tentou voltar atrás, mas, era tarde demais...então, para não entrar em detalhes "sórdidos" é melhor parar por aqui. Não falar das dificuldades financeiras que passei, dos calotes que ele me deu, e do péssimo pai que foi a partir da separação. Porque , como muitos homens, ele usou ,muito tempo a tática do "poder economico", mas eu resisti. E hoje,o meu poder economico, por mérito meu (sem falsa modéstia) é melhor que o dele.
11 de set. de 2011
Parte 9- Ainda a Adolescencia...
Pensando bem, tenho de ter cuidados ao escrever aqui. Por que senão vou me sentir uma miserável, é difícil relembrar um período da sua vida que não foi feliz, e ,é mais difícil ainda falar dele sem parecer uma pobrezinha, coitadinha. Ainda bem que ao contrário do Chico Xavier (em sua biografia, está escrito) ninguém mandou-me lamber feridas...desculpem a descrição escatológica. Mas que implicavam comigo, isto é verdade. Eu tinha compridos cabelos louros e bonitos,que minha madrasta não me ajudava a desembaraçar e naquela altura, perguntem às suas mães, não havia condicionadores, então doia muito. Meu pai que passava de um mês a um mês e meio viajando, quando estava em Belém, tentava me ajudar e dizia"mulher para ser bonita , tem que sofrer" referindo-se aos sacrifícios que as mulheres fazem! mas minha falta de sorte não terminava aí, na escola, também as professoras implicavam com meu cabelão comprido e nestes momentos , faça-se justiça, meu pai brigava com as professoras pois era ele que achava lindo meus cabelos...enfim nada de tão grave, mas, que as crianças não esquecem!
O certo é que tive uma infância e uma adolescência difícil e solitária que só era mais divertida um pouco quando ia para a casa de minhas primas, mesmo assim, como todo adolescente, eu sofria de um tédio enorme, meu irmão Roberto tinha um fusquinha (muito chic na época)e nos levava para passear no aeroporto de Val de Cãs para tomar sorvete Chica Bon , iguaria que só vendia lá! era uma festa. E mais o namoro com o Francisco José , acho que eram os únicos momentos mágicos que eu vivia...
O certo é que tive uma infância e uma adolescência difícil e solitária que só era mais divertida um pouco quando ia para a casa de minhas primas, mesmo assim, como todo adolescente, eu sofria de um tédio enorme, meu irmão Roberto tinha um fusquinha (muito chic na época)e nos levava para passear no aeroporto de Val de Cãs para tomar sorvete Chica Bon , iguaria que só vendia lá! era uma festa. E mais o namoro com o Francisco José , acho que eram os únicos momentos mágicos que eu vivia...
7 de set. de 2011
Parte 8- Ainda o Casamento
Me desculpem meus filhos, mas tudo de bom que restou do meu casamento foram vocês...mais nada. Foi tão sem graça, que nem guardei as lembranças. Não me lembro se ele roncava, se gostava de sorvete...só lembro de coisas desagradáveis e sendo assim em respeito a mãe dele, uma mulher admirável e que me acolheu sempre, acho desnecessário contar seus defeitos. Não tenho escrito muito aqui, pois estou em plena luta no Facebook contra os políticos corruptos do Pará que querem dividir o estado para terem mais feudos.Como acredito em reencarnação, acho que meu filho mais velho, o André , é um espírito mais das bandas do pai ,que das minhas bandas, sempre o preferiu. Quando era bebezinho se jogava dos meus braços para o do pai, e , ainda hoje temos uma convivência conflituosa, estamos quase sempre em qualquer conversa, de lados opostos.Ainda bem que ele se casou com uma moça do bem, e que é com quem gosto de conversar...aliás a outra nora reconhece-lhe o mérito, ou a paciência comigo(rs) e nem tenta disputar o lugar de preferida, escrevo isto, porque a própria Roberta é quem fala, né Beta? aliás os filhos merecem um capítulo a parte e talvez o faça. O fato, é que nunca mais, depois da nossa separação me arrependi, muito pelo contrário,o tempo e as atitudes dele só fizeram reforçar que foi a coisa mais acertada para nós. A juventude nos prega peças, os hormonios como disse em alguma postagem atrás, são os responsáveis por muita bobagem que fazemos. Se reunir um bando de ex-casados muitos vão concordar comigo. Homens e mulheres. A vida é fantástica, quanto mais se vive e se amadurece, mais ela vai nos assombrando como tudo se encaixa,nos deixando perplexos e curiosos de como teria sido nossas vidas se.. e se??? é como um quebra cabeças, mas, dependendo de você querer fazer do limão uma limonada, no final tudo pode dar certo como diz o título de um dos filmes de Woody Allen mais recentes. Volto bem mais rápido do que da última vez, combinado?
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